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segunda-feira, maio 29, 2006

Rápidas & Rasteiras 

Diego Corneta

Pára, por favor!
O jogo Santos X Corinthians foi horroroso. Teve mais de tempo de bola parada do que futebol, propriamente. Os dois times jogaram muito mal, mas o Corinthians conseguiu ser ainda pior que o Santos e mereceu perder. Os comandados de Geninho não criaram uma situação clara de gol, nenhuma mesmo. Marcelinho não jogou absolutamente nada. Rosinei, Gustavo Nery, Eduardo e Rubens Jr. também não. Foi um jogo difícil de assistir. Não vejo a hora de pararem o campeonato para a Copa.

Time medíocre
O Santos é um time medíocre, mas ganha jogos pois é organizado e sabe se defender. Na maioria das situações, contam com a sorte e com as falhas dos adversários. Ontem, fizeram um gol numa falha bisonha do Sílvio Luis e outro numa bobeira daquelas que só a zaga do Corinthians é capaz de cometer. Silvio Luis ainda pegou um bom chute no primeiro tempo e o "pênalti". Geílson, para variar, perdeu algumas chances claras de gol. É inacreditável como o Geílson é ruim. Ele e o Bobô estão no mesmo nível.

Resumo da ópera
O lance do "pênalti" foi a síntese do jogo. Não sei como, mas o cara conseguiu furar a bola e chutar, vejam vocês, o chão! Isso mesmo, Rodrigo Tiuí chutou o chão! Nem em futebol de cegos (com todo o respeito) nós vemos isso. Não vemos isso nem em partidas promocionais entre modelos gostosas, onde o que vale são os atributos físicos, e não o jogo. Rodrigo Tiuí deu sorte de não se machucar, mas francamente, bem que ele merecia uma torçãozinha. Vai ser ruim assim lá na p.q.p.! E o juiz marcou o "pênalti"! O lance resumiu o jogo, tecnicamente horrível e arbitragem idem.

Consolo para idiotas
Pior que o Corinthians só o Palmeiras. Triste consolo para alvinegros que ficam felizes com o fiasco alheio. Eu não. Juro.

478 jornalistas sem ter o que fazer
Lá em Weggis, onde a seleção está treinado, somente os repórteres da Globo conseguem realmente trabalhar; afinal, são os únicos que têm permissão para entrar no hotel e falar com os jogadores e comissão técnica. Os demais têm que se contentar com coletivas óbvias e com declarações rápidas e apressadas nas entradas e saídas dos treinos. Não há pauta suficiente para toda aquela gente.

Resultado
O resultado é que os veículos ficam todos se repetindo e falam absolutamente as mesmas coisas. E, para fugir da mesmice, surgem as inúmeras matérias absolutamente descartáveis. Tipo: "O preço da caipirinha em Weggis", "Como os suíços adotaram o Brasil", "Inauguração do estádio com padre e mulatas", "A única delegacia de Weggis, que abre duas vezes por semana", "Os cambistas de Weggis", "A vaca com a bandeira do Brasil", "O garoto que chutou bola para Rogério Ceni", e por aí vai...

Exemplo
Mesmo os repórteres da Globo ficam sem assunto. Vejam essa matéria extraída do site do Globo Esporte. É uma pérola de futilidade. Não resisti e compartilho com vocês:

Enviado Especial, WEGGIS (SUI) - Em um duelo entre Emerson e Robinho, o torcedor nem tem dúvida em apostar no atacante como vencedor. Mas quando a chuteira vai para o armário e o joystick entra em cena, a história muda. Na abertura do Mundial de video game da seleção, o volante desbancou o Rei do Drible.

O jogo era o mais esperado da rodada de abertura na concentração da seleção brasileira em Weggis, na Suíça. Emerson venceu por 1 a 0, para a alegria dos "torcedores". Como se gaba em ser o melhor jogador, Robinho parecia jogar fora de casa... a torcida era toda por Emerson.

Outro craque dos campos que perdeu na primeira rodada foi Ronaldinho Gaúcho. O meia do Barcelona foi derrotado por Fred por 2 a 0. Nos outros jogos, Edmílson superou Kaká por 3 a 1 e o goleiro Júlio César ganhou de Zé Roberto por 2 a 0.

Já no pingue-pongue...
Além do Mundial de video game, o torneio de pingue-pongue também começou na concentração da seleção. Zé Roberto venceu Roberto Carlos por 2 a 1. O goleiro Dida, apontado como um dos favoritos ao título, foi derrotado por Ronaldo, por 2 a 1. Júlio César e Ronaldinho Gaúcho fizeram uma partida duramente disputada - o goleiro venceu por 2 a 1, em um duelo disputado até o último ponto.

Os campeonatos são organizados pelo supervisor Américo Faria, que faz as tabelas e cuidou da premiação. Os jogos servem para descontrair o ambiente na concentração da seleção. Confira os resultados da primeira rodada:

Pingue-Pongue
Dida 1 x 2 Ronaldo - (10/12) (12/4) (5/12)
Julio Cesar 2 x 0 Ronaldinho - (12/8) (14/12)
Ricardinho 1 x 2 Cris - (12/5) (9/12) (10/12)
Rogério 2 x 0 Gilberto - (12/7) (12/9)
Roberto Carlos 0 x 2 Zé Roberto - (9/12) (9/12)
Fred 1 x 2 Juan - (12/8) (7/12) (8/12)
Robinho 0 x 2 Juninho - (8/12) (9/12)

Video Game
Emerson 1 x 0 Robinho
Julio Cesar 2 x 0 Zé Roberto
Ronaldinho 0 x 2 Fred
Kaká 1 x 3 Edmilson

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sexta-feira, maio 26, 2006

Profissionalismo X Amadorismo 

Diego Corneta

Comecemos com um chavão. Nada melhor que um lugar comum para quando pretendemos falar do óbvio ululante. E aí vai: "Não adianta tapar o sol com a peneira". Pronto, tudo o se seguirá abaixo já está sintetizado no dito popular.

No "trio de ferro", o único time com administração realmente profissional é o São Paulo. Palmeiras e Corinthians são amadores. Ouvi isso da boca de um amigo meu, que por sua vez ouviu da boca de outro. O fato está claro e comprovado e, mais uma vez, de nada adianta tapar o sol com a peneira. Os resultados expressivos do São Paulo representam a vitória do profissionalismo sobre o amadorismo.

Enquanto no São Paulo o presidente é eleito democraticamente e tem um mandato de dois anos e com apenas uma reeleição permitida; Corinthians e Palmeiras vivem (ou viveram) sob a ditadura de velhos decrépitos e incompetentes. O Palmeiras sofreu muito nas mãos de Mustafá Contursi, que ainda continua mexendo seus pauzinhos nos bastidores do clube, afinal ele saiu da presidência para ocupar a direção do conselho. Hoje o Palmeiras sofre com a falta de planejamento e as péssimas contratações e apostas de Della Monica e seu comparsa geriátrico, Salvador Hugo Palaia, com quase 90 anos.

No Corinthians temos a ditadura de Alberto Dualib, também com quase 90 anos. Ele dá as cartas no executivo há dez anos. Ganhou muito dinheiro e prestígio nas costas do clube. Se o Kia é o testa-de-ferro que manda na grana, Dualib ainda é o homem forte dos bastidores, ele tem o conselho e os diretores do clube em suas mãos. O resultado das administrações arcaicas e amadoras reflete diretamente nos resultados das equipes.

Há tempos que Palmeiras e Corinthians são clientes do São Paulo. Deixemos os elencos de lado, falemos da estrutura. Não dá para comparar os centros de treinamento do SPFC com os CTs de seus rivais. Vejamos os vestiários do Morumbi: quem conhece diz que não ficam devendo em nada aos vestiários europeus, anos-luz de distância dos vestiários do Parque Antártica e do Pacaembu. Quesito categoria de base: enquanto Palmeiras e Corinthians só revelam jogadores medíocres, o São Paulo vende seus meninos para os principais clubes do mundo. Departamento médico: jogadores de outras equipes procuram o São Paulo para se reabilitarem. No Corinthians, o depto. médico é bom, mas ainda assim abaixo do rival tricolor. Já no Palmeiras, perguntem para Pedrinho, Juninho e Marcos como é o departamento médico por lá.

O fato é que em patrimônio e estrutura, no São Paulo tudo é melhor, tudo mesmo. O time, mesmo não tendo nenhum craque, trabalha e rende bem. Boa parte desse alto desempenho está ligado ao suporte e apoio profissional que os jogadores recebem. A equação é simples, basta olhar nos maiores clubes do mundo, como Milan, Barcelona e Real Madrid. Todo mundo elogia e reconhece as estruturas desses clubes. O São Paulo mira no futuro, profissional. Palmeiras e Corinthians lutam enroscados no passado, amador.

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segunda-feira, maio 22, 2006

Rápidas & Rasteiras 

Diego Corneta

Volta à normalidade
Tranqüilidade na barca alvinegra. O Timão, que muitas vezes perde jogos que parecem ganhos, enfim voltou a ganhar jogos que pareciam perdidos. Tudo volta ao seu lugar. A zaga voltou a falhar feio e dessa vez os protagonistas foram o péssimo Sebá e o limitadíssimo Édson. E os gols saíram depois de jogadas individuais de Carlos Alberto e Nilmar. Falhas da zaga e jogadas individuais, realmente estamos voltando à normalidade.

Palmeiras vence a primeira
No sufoco. Assim foi a vitória do Palmeiras sobre o fraco Santa Cruz, por 2X1 no Parque Antártica. E o tal revelação/promessa de craque, Ilsinho, acabou entregando o gol para o Santa Cruz. Começou bem.

Placar mínimo
Ganhar do São Caetano é sempre tarefa complicada. Mesmo com um time tecnicamente fraco, o Azulão marca bem e dá muito trabalho, principalmente aos times paulistas. O 1x0 no Morumbi foi ótimo para o São Paulo.

Santos cai no Rio
O Santos foi até o Rio e viu sua invencibilidade ruir. Essa derrota até demorou a sair. O time do Santos é bem treinado e bem montado, mas ultimamente estava contando com uma sorte enorme. O elenco ainda é limitado e o time depende do conjunto forte.

Copa
Com a Copa quase começando, falar do campeonato brasileiro dá preguiça...

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quarta-feira, maio 17, 2006

Barça campeón!!!!! 

por Fábio Sax

Antes de mais nada: QUE JOGAÇO!!! A final da Liga dos Campeões, entre Barcelona e Arsenal teve tudo que uma grande decisão tem que ter: grandes jogadas, lances polêmicos e um herói mais do que improvável na grande vitória por virada do Barça, por 2 a 1... O herói, no caso, atende pelo nome de Juliano Belletti, e acho que não preciso dizer quem ele é... Um dos laterais-direitos mais toscos do mundo que, sabe-se lá como, foi parar no Barcelona... Mas eu tô me adiantando, vamos pela ordem dos fatos...

O jogo no Stade de France, em Saint-Denis, subúrbio de Paris, começou a todo vapor... Logo aos 2min, o atacante Thierry Henry, se sentindo em casa, quase abriu o placar pro Arsenal, mas parou na defesa do Barça e, nos dois lances seguintes, em duas defesaças do goleiro Valdés... A partir daí, o Barcelona tb começou a atacar e quase fez o seu numa jogada de Giuly, mas o goleiro Lehmann fez uma grande defesa...

O arqueiro alemão, no entanto, complicou o jogo pro Arsenal logo aos 18min... Ronaldinho fez uma linda jogada pela esquerda e lançou no meio pro camaronês Samuel Eto'o, que foi derrubado por Lehmann a um pentelhésimo da linha da grande área... Vermelho pro homem que vai substituir Oliver Kahn como titular da Alemanha na Copa...

Mesmo dominando a partida e com um jogador a mais, o Barça não conseguia fazer o gol... O Arsenal, acuado na defesa e apostando nos contra-ataques, conseguiu o gol em um lance polêmico... Eboué foi lançado na direita da área do time espanhol e se jogou sem ser tocado pelo zagueiro Puyol... O juizão norueguês engoliu a encenação... Na cobrança, Henry botou a bola na cabeça do zagueirão Sol Campbell, que subiu mais que todo mundo e cabeceou sem chances pra Valdés...

Pro Arsenal, foi isso... Continuaram apostando nos contra-ataques, catimbando pra cacete quando podiam... O Barça continuou a pressão, acertou a trave do goleiro Almunía umas três vezes e o primeiro tempo terminou assim... Na etapa final, as coisas não foram muito diferentes... Pressão do Barcelona o tempo todo, contra-ataques rápidos do Arsenal...

Ronaldinho, bem marcado, procurava o jogo e não conseguia produzir... Mesmo assim, fez boas jogadas, acertou a trave mais uma vez, chutou uma bola ao lado da trave de Almunía... E, ao contrário do que qualquer um poderia prever, os jogadores que mudaram a partida saíram do banco... O sueco Henrik Larsson entrou no lugar do holandês Mark Van Bommel, aos 17min, e o Belletti entrou no lugar do espanhol Oleguer, que tava prontinho pra ser expulso, aos 27min...

Quatro minutos depois, Larsson recebeu na área, deu um meio-toque, meio-corta-luz pro Eto'o, que apareceu sozinho na cara de Almunía e teve calma pra dominar a bola, olhar o goleiro do Arsenal e tocar no cantinho, rente à trave, num espacinho minúsculo dentro da pequena área... Depois do empate, o Barça seguiu em cima dos ingleses...

Aos 35min, Larsson recebeu novamente na área, desta vez pela direita, puxou a marcação pra cima dele e rolou pro Belletti (sim, ele mesmo, o Belletti) chutar forte e fazer o gol do segundo título do Barça na Liga dos Campeões... Detalhe curioso: foi o primeiro gol do cara com a camisa azul-grená do Barcelona...

Depois disso, o Barça só cozinhou o Arsenal, que já estava totalmente desanimado e não conseguiu mais chegar ao ataque... No fim do jogo, tinha bandeira de tudo quanto é país do mundo nas costas dos jogadores... Brasil, Espanha, Camarões, até a da Catalunha, nas mãos de um emocionado Oleguer...

Com justiça, o Barcelona, melhor equipe do mundo na atualidade, conquistou o segundo título da temporada, depois de se sagrar bicampeão espanhol... É bom pro futebol uma equipe como essa, que joga pra cima, busca o gol o tempo todo e quase não tenta se defender, ganhar títulos importantes...

PS - Ainda bem que existe o Barça pra me salvar, depois de ver o Corinthians e os Lakers se ferrando na mesma semana...

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terça-feira, maio 16, 2006

Besteiras da Copa - I 

por Anselmo Trompete

Esqueça a mandinga, macumba, cuecas da sorte e afins. A taça já é nossa! Bem, isso se for um daqueles que acredita em tudo quanto é idiotice que recebe por email.

Em 2002 um curioso gráfico entupiu a caixa de entrada de muitas pessoas. Eu devo ter recebido isso umas 599 vezes, no mínimo.

Para evitar transtornos em seu corrio eletrônico, a equipe do Corneta Esportiva já disponibilizou o tal do gráfico aqui!

Trata-se de uma enorme coincidência entre todos os países que já foram campeões mundiais. Vejam o desenho a seguir e comentem o que acharam:



Clique na imagem para ampliá-la

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segunda-feira, maio 15, 2006

A lista do Pé-de-uva 

Diego Corneta

Goleiros: Dida, Júlio César e Rogério Ceni.
Comentário: Concordo com todos os nomes. Não gosto muito do Júlio César, mas ele fez excelentes jogos na vitoriosa campanha da Copa América, no Peru. Ele tem crédito, principalmente com o auxiliar Geriátrico. Prefiro Marcos ao Rogério Cena, oops, Ceni. Mas como o Marcos está baleado, a convocação do Rogério Cena, oops, Ceni, é justíssima.

Laterais: Cafu, Roberto Carlos, Cicinho e Gilberto.
Comentário: Concordo novamente, são os melhores em suas posições. Não morro de amores pelo Roberto Carlos, mas na seleção ele joga como um relógio e não compromete. Gostei do Pé-de-uva ter deixado o Gustavo Nery de fora, ele não merecia mesmo.

Defesa: Lúcio, Juan, Cris e Luisão.
Comentário: Concordo com apenas dois desses nomes, Juan e Luisão. Cris e Lúcio na seleção são uma temeridade, perigo constante mesmo. Eu chamaria Alex e Roque Junior.

Volantes: Emerson, Gilberto Silva, Edmílson, Juninho Pernambucano e Zé Roberto.
Comentário: Concordo, são esses mesmo. Não há o que pôr e nem o que tirar.

Meio campo: Ricardinho, Kaká, Ronaldinho Gaúcho.
Comentário: Deixaria de fora o Ricardinho e levaria o Alex. Mas o Pé-de-uva adora o futebol burocrático e "cerebral" do Ricardinho enceradeira. Não vejo como ele pode ser útil na seleção. Entre ele e o Alex no banco, fico com o segundo, que é muito mais decisivo.

Ataque: Ronaldo, Adriano, Robinho e Fred.
Comentário: Concordo. Apesar de gostar muito do Nilmar, tinha quase certeza que o Pé-de-uva não o chamaria. O Pé-de-uva não surpreende, nunca. Tem outra, o Fred é um baita centroavante e tem uma característica importantíssima: é o melhor cabeceador do grupo. Num jogo de desespero, com muitos chuveirinhos na área, ele pode ser muito útil.

Comentário final
A seleção é excelente, isso não dá para negar. O que nos resta agora é torcer e apoiar o Brasil e esses jogadores. Eu não entendo esse negócio de torcer contra a seleção. Sinceramente, não entendo mesmo. O que ganhamos com isso? Posso xingar alguns jogadores, posso discordar das opções do Pé-de-uva; mas eu não torço contra. Agora é "nóis" contra a rapa! O Brasil é o favorito e será o time a ser batido. Somos, ao mesmo tempo, a principal flecha e o alvo mais visado.

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quinta-feira, maio 11, 2006

Tevez X Maradona 

Maurício Tuba

Estudiantes X TRIcolor
Os futebolistas endêmicos como o que vos fala acompanham a Libertadores e sabem que o prélio de ontem foi típico. Time aguerrido, sem craques, estádio pequeno, torcida frenética, juiz estranho, lances polêmicos e arroz p/ acompanhar. O TRIcolor esteve aspirado, mas não inspirado. O escrete correu, marcou, dividiu, chutou, foi chutado, mas não brilhou. Exceção seja feita ao da-vaca aplicado pelo Zidanilo Canabrava, finalizado por Mosquito e defendido pelo golquíper.

No tocante ao impedimento, não tenho dúvidas de que o bandeira acertou. O jogador que estava à frente do Aloísio foi em direção à bola; portanto, dura lex sedi lex, não se esqueça da Durex. (Chora galinhada.)

No mais, tudo na mais perfeita paz (Copyright. All rights reserved to Novos Baianos). Lugano foi expulso justamente. André Dias também. Fabão jogou muito. Aloísio e Souza também. R.C. pegou uma cabeçada impossível e, como bom artilheiro, guardou o dele.

O jogo de volta vai ser casca, mas quem quer ganhar uma Libertadores tem que se acostumar com isso. O time do Byrsônima não pode tomar gol, senão o sonho do MorumTETRA vira pesadelo. Alias, por mim, ficava no TRI mesmo pq senão estraga o marketing. Afinal, a meta futebolística da Libertadores (ver o MSI fora) já foi cumprida.

Colorado
Golaço do Jorge Vagner. Que petardo!? Resultado tá-ruim-mais-tá-bão. Ruim por ser derrota e bom por ter marcado fora. Deve passar da LDU. Alias, Reasco foi bem e será bem vindo no TRIcolor.

Seleção
O Marcos está tão certo de que vai para a Alemanha que nem se preocupou em tentar entrar em campo. Enquanto isso, o melhor goleiro do MUNDO é esquecido. Vai entender o pé-de-uva...

http://lancenet.ig.com.br/clubes/PAL/noticias/06-05-11/377320.asp


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terça-feira, maio 09, 2006

Rápidas & Rasteiras 

Diego Corneta

Afogados em alto mar
Morrer na praia não seria a expressão correta para as pífias campanhas de Palmeiras, Corinthians e Goiás na Libertadores. Os times se afogaram antes mesmo de chegarem à praia. O Palmeiras pegou um time duríssimo, o São Paulo, talvez o melhor do Brasil e favorito ao título continental. O Goiás, depois da ótima campanha na primeira fase, acovardou-se na Argentina e viu o Estudiantes abrir a confortável vantagem de 2X0. Na volta, não conseguiu reverter. O Corinthians saiu na frente nos dois jogos mas, além do nervosismo aparente, foi traído pela apatia de alguns jogadores e pela falência do sistema defensivo. Sinceramente eu esperava que esses times fossem mais longe.

Quando a fase é ruim...
O Corinthians chega a sua quarta derrota consecutiva. Foram duas derrotas para o River, uma para a Ponte e outra para o São Paulo. Nos quatro jogos o time saiu na frente, criou chances e não soube nem matar o jogo e nem segurar o placar. Nos quatro jogos o time tomou três gols. E Palmeiras já amarga longos sete jogos sem vitórias, ainda não pontuou no Brasileiro e segura a lanterna lá na ponta de baixo da tabela.

Verdade seja dita
O River não é mil maravilhas, mas como time copeiro que é, soube se portar bem nos dois jogos. Marcou muito bem e foi preciso nas finalizações. Louros também para o São Paulo, que finalizou menos, porém ganhou o clássico com méritos. Uma das máximas do futebol já diz há muito tempo: "Quem não faz, toma". É simples, ganha quem faz mais gols. Ou no caso do Corinthians (que tem um ótimo ataque e sempre faz gols); ganha quem toma menos.


Kia gastou R$ 150 milhões para o Timão jogar com a zaga Betão, Marcus Vinícius, Coelho e Rubens Jr.

Era Tevez
Com a iminência da saída de Carlitos Tevez após a Copa do Mundo, a chamada "era Tevez" se resumirá a apenas um título Brasileiro. Mas não é por isso que o argentino será esquecido. Além de ser rápido, finalizar e passar bem, Carlitos ainda carrega consigo um estilo de jogo brigador e raçudo. Conquistou um lugar na história do clube e no coração dos torcedores. Mas depois da Copa, dificilmente a "era Tevez" continuará. Já era, Tevez...

Matar ou morrer
Pois é, o tal torneio mata-mata continua sendo a pedra no sapato de Luxemburgo. Disputou Libertadores (algumas vezes), Copa dos Campeões, Copa do Brasil (várias vezes), Copa do Rei... e nunca ganhou. Seu Santos foi eliminado pelo Ipatinga, nos pênaltis. Mas, por outro lado, muito provavelmente o mesmo Santos vai terminar entre os quatro primeiros no Brasileiro.

Os escolhidos
Dos 23 convocados, Parreira já tem pelo menos 18 em sua lista. São eles: Dida e Júlio César. Cafu, Cicinho e Roberto Carlos. Juan e Lúcio. Emerson, Edmílson, , Zé Roberto, Juninho Pernambucano, Gilberto Silva, Ricardinho, Kaká e Ronaldinho. Ronaldo, Adriano e Robinho.

As dúvidas
Faltam ainda cinco vagas. Ninguém sabe ainda quem será o terceiro goleiro, Marcos, Rogério Ceni e Gomes disputam a vaga. Para a lateral-esquerda, dada a péssima fase de Gustavo Nery, é provável que o Parreira leve o Gilberto ou ainda o Junior, que corre por fora. Roque Junior, Luisão e Cris disputam uma ou duas vagas na zaga. Parreira ainda não definiu se levará três ou quatro zagueiros. Se ele levar três zagueiros (o Edmílson seria o quarto), abriria uma vaga no meio campo; Júlio Baptista e Renato (corre por fora) estão cotados. Para o ataque, há a dúvida entre Fred (favorito), Ricardo Oliveira (pouco provável) e Nilmar (corre por fora).

Minhas escolhas
Já que os 18 escolhidos não vão mudar, não adianta chorar mais. De nada adianta reclamar da presença de Lúcio e Júlio César, ou da ausência dos Alex (o meia e o zagueiro). Mesmo assim o time é bom. Para as vagas quem sobram, eu levaria: Marcos (se estiver em forma), Junior, Roque Junior (ele está lento e velho, mas é uma voz de comando no grupo, mesmo sem jogar, é uma liderança, a seleção precisa dele), Luisão e Nilmar. O Fred é excelente, mas no estilo de toque de bola e velocidade da seleção, acho que Nilmar se encaixaria melhor no esquema.

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sexta-feira, maio 05, 2006

Memórias de quartas-feiras 

Diego Corneta

Eu ainda me lembro. Era uma quarta-feira, 17 de abril de 1991, e o Corinthians estava em Buenos Aires para enfrentar o Boca pelas oitavas-de-final da Libertadores. Em vez de entrar em campo pelo Timão, Neto estava em Londrina disputando um amistoso da seleção brasileira contra a Romênia. O Boca ganhou por 3X1, contando com falhas incríveis do zagueiro Guinei. No jogo de volta, nova falha de Guinei, 1X1. Corinthians cai.

Outra quarta-feira. Pacaembu, 1996, agora pelas quartas-de-final da Libertadores. O adversário era o Grêmio de Luis Felipe Scolari. O time gaúcho tinha uma jogada apenas. Cruzamento na área para o Jardel. Pela direita era o Paulo Nunes que cruzava, pela esquerda, o Carlos Miguel. Com falhas impressionantes de Alexandre Lopes, o Corinthians foi derrotado em casa, 3X0. No jogo de volta ganhamos por 1x0 com um gol do Edmundo, mas não foi suficiente. Corinthians cai.

Em 1999 o adversário das quartas-de-final era o Palmeiras. De novo uma quarta-feira, e o goleiro Marcos faz sua maior exibição na carreira. Mesmo jogando muito bem e chutando inúmeras vezes ao gol, Marcos não deixa passar nada; 2X0 para o Palmeiras. Na volta o Timão se supera e devolve o mesmo placar. E nos pênaltis brilha a estrela de Marcos com a mesma intensidade que se apaga a estrela de Dinei. Corinthians cai.

No ano seguinte, 2000, novamente o Palmeiras, e novamente duas quartas-feiras. Mas agora já era a fase semifinal. Com um dos maiores times da história do clube, o Corinthians vai muito bem no primeiro jogo, abre 3X1 e, em vez de pressionar para golear, o time fica apático e permite o empate. No finalzinho, Vampeta ainda achou um gol e o Corinthians vence por 4X3. No jogo de volta, com 2X1 no placar e a vaga nas mãos, o Corinthians retoma a apatia e permite a virada, 3X2 para o Palmeiras. Nos pênaltis, Marcos desbanca nosso melhor cobrador, Marcelinho. Corinthians cai.

Pelas oitavas-de-final de 2003, o adversário era o River Plate e no primeiro jogo, lá na Argentina, o Timão sai na frente. A retranca do Geninho e a estupidez do lateral Kléber, que agrediu D'Alessandro sem bola, permitem a virada; derrota por 2X1. No jogo de volta, o Timão sai na frente novamente, Liédson, e até então a vaga era nossa. E mais uma vez a retranca de Geninho e a estupidez de outro lateral esquerdo (Roger) – que agrediu o mesmo D'Alessandro – permitem a virada; 2X1 para o River. Corinthians cai.

Oitavas-de-final, 2006, mais uma vez o River Plate. Quarta-feira, duas. A MSI investe R$ 150 milhões mas não contrata um zagueiro descente. Na Argentina o Corinthians entra em campo com uma dupla de zaga recém saída dos juniores, o péssimo Betão e o horrível Marcus Vinícius. Tevez abre o placar com um belo gol. E o péssimo sistema defensivo permite a virada, 3X1. Um gol nos acréscimos dá esperanças ao Timão, 3x2 para o River. Ontem, jogo de volta. Mesmo jogando muito mal, nervoso e fora de compasso, o Corinthians termina o primeiro tempo com a vaga garantida, 1X0. Inicia a etapa final criando algumas chances, mas aí entra em cena o fiasco defensivo, dessa vez personificado em Coelho. Um gol contra inacreditável empata a partida e destrói qualquer resquício de tática, técnica e esquema do Corinthians. Em dois rápidos contra-ataques, o River amplia e define o jogo, 3X1. Se não bastasse o vexame em campo, bárbaros idiotas tentam invadir o gramado. A PM os contém, mas a partida é encerrada. Corinthians cai.

E o pior disso tudo são as memórias que ficam. Tristes memórias de quartas-feiras.

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segunda-feira, maio 01, 2006

Kobe Bryant: destruidor... 

por Fábio Fleury

Meus caros amigos da Corneta Esportiva. Estou de volta. Mas, diferente de outras vezes, não prometo nada. Vou postar agora e pronto. Quando outros posts rolarem, rolarão. E, pra variar, hoje não posto sobre futebol (o próximo, quando e se rolar, vai ser sobre a tensa e complicada relação entre o Corinthians e a arbitragem), mas sobre basquete. Ou melhor, sobre a NBA, que é o único basquete que eu gosto.

O jogo de ontem entre o Los Angeles Lakers e o Phoenix Suns, no Staples Center, em LA, já entrou pra história. Kobe Bryant, mais uma vez nessa temporada, foi o principal (mas não único) responsável por isso. Em 2005/06, o número 8 dos Lakers tem jogado como nunca na vida. Marcou 81 pontos contra o Toronto Raptors (a segunda maior pontuação de um só jogador em um jogo na história da Liga, atrás dos insuperáveis 100 do lendário pivô Wilt Chamberlain nos anos 60), fez 62 pontos contra o Dallas Mavericks (sem pisar na quadra durante o último quarto do jogo), que até aquele momento do jogo tinha marcado 61.

Os Suns eram favoritos absolutos para derrotar os Lakers. Fizeram a terceira melhor campanha da Conferência Oeste sem um de seus melhores jogadores, o ala-pivô Amaré Stoudamire. O time do Arizona tem um estilo baseado na correria e nos chutes de três pontos, pra compensar a falta de tamanho dos jogadores que atuam dentro do garrafão, e era o time de melhor ataque na liga. Kobe e os Lakers, no entanto, venciam a série por 2 a 1, de virada.

Até que veio o jogo de ontem, que provavelmente selou o destino da série. Os Suns vinham jogando melhor na partida e, depois de uma cesta de três pontos do ala Tim Thomas, venciam, no último período, por 90 a 85. Faltando 11 segundos para o fim, o armador Smush Parker acertou uma belíssima cesta de três, deixando os Lakers apenas dois pontos atrás.

Depois de um pedido de tempo, o armador canadense Steve Nash, principal jogador do Phoenix, dono do título de jogador mais valioso (MVP) da temporada passada e virtual ganhador do prêmio este ano e ex-goleiro das seleções de base do Canadá, recebeu a bola na lateral da quadra e Smush, com um toque sutil, tomou dele e entregou para Devean George, que na corrida passou para Kobe. Bryant invadiu o garrafão pela direita, deu uma finta desconcertante em Raja Bell e, faltando 7 décimos de segundo para o fim do jogo e marcado em cima pelo francês Boris Diaw, converteu a bandeja que empatou o placar em 90 a 90 e levou a decisão para o tempo extra.

Na prorrogação, os Suns estiveram à frente do marcador até os Lakers empatarem em 95 a 95. Nash então acertou uma cesta de três, e parecia mais uma vez que estava tudo decidido. Até que Bryant, mais uma vez, mudou tudo. Se infiltrou e fez uma cesta de dois, deixando LA apenas um ponto atrás. Nash mais uma vez recebeu a bola e avançou pela lateral da quadra, até esbarrar na marcação de Lamar Odom e Luke Walton. Este último, filho do lendário Bill Walton (maior jogador da história do Boston Celtics), tentou tomar a bola de Nash e a arbitragem marcou bola presa.

Na bola ao alto, com 98 a 97 para os Suns e faltando 6 segundos para o fim da prorrogação, Walton errou o primeiro salto e, esticando o braço, conseguiu empurrar a bola para seu lado esquerdo, procurando, como sempre, Kobe Bryant. O ala-armador pegou a bola quase em cima da linha, avançou em diagonal, e, do lado direito do garrafão, fez o arremesso marcado por dois jogadores do Phoenix. A bola fez uma trajetória perfeita (o bom e velho 'chuá') e morreu dentro do aro dos Suns, no instante em que o cronômetro zerou. 99 a 98 para os Lakers, levando os quase 19 mil torcedores do Staples Center à loucura.

Os dois times voltam a jogar amanhã, em Phoenix. Os Lakers podem fechar a série com mais uma vitória e contam com um retrospecto mais do que favorável. Praticamente todos os times que abriram 3 a 1 em uma série melhor-de-sete saíram classificados. Na semifinal da conferência, os Lakers podem encarar o outro time de LA, os Clippers, que lideram sua série contra o Denver Nuggets (do brasileiro Nenê que, lesionado, não jogou durante quase toda a temporada) também por 3 a 1. O confronto angeleno seria inédito na história da liga.

Outra série que merece destaque acontece no Leste, entre o Miami Heat e o Chicago Bulls. Com um time jovem, os Bulls estavam praticamente fora dos playoffs, mas garantiram a classificação com uma série de vitórias no final da temporada regular. O Heat, que tem um time respeitável, com o pivô Shaquille O'Neal e o armador Dwyane Wade, um dos jogadores jovens mais talentosos da NBA, está tendo um trabalho danado contra o time de Chicago. A série está empatada por 2 a 2.

Encerrando este texto interminável, quero falar rapidinho do ala-armador LeBron James, mais um dos candidatos a 'novo Michael Jordan'. Após três temporadas, ele finalmente conseguiu levar o Cleveland Cavaliers de volta aos playoffs e, em seu primeiro jogo, marcou um triple double (32 pontos, 11 rebotes e 11 assistências) na vitória dos Cavs sobre o Washigton Wizards, por 97 a 86. Foi a primeira vez que um jogador conseguiu um triple double em seu primeiro jogo nos playoffs desde que Magic Johnson fez isso pelos Lakers em 1980/81. Nem Jordan fez isso. Mesmo assim, Cavs e Wizards têm duas vitórias cada na série.

11 Cornetadas

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