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terça-feira, junho 09, 2009

Na Copa 

Diego Corneta

Não restam dúvidas que o Brasil já está mais que garantido na Copa de 2010, na África do Sul. Mesmo com uma campanha mediana, com direito a empates em casa com Bolívia e Colômbia, o Brasil lidera as eliminatórias com 24 pontos. O quinto lugar é o Uruguai, com 17. O problema nunca foi classificar para a Copa, que, convenhamos, é uma baba. A América do Sul tem dois times (Brasil e Argentina) e quatro vagas e meia. Mais baba que isso, só se o Brasil disputasse eliminatórias com equipes da série B boliviana.

Não vi o jogo de sábado. Aliás, nem sabia que o jogo ia ser sábado, pensei que fosse no domingo. Vi apenas os melhores momentos, gols e lis os comentários e resenhas do jogo. Além do fato do Brasil já estar na Copa, outra certeza é a falta de competência do nosso treinador. E mesmo assim, os jogadores são tão bons que o time vai indo sem muita força e raramente encanta. Ou outra, vai ver os jogadores nem são tão bons, mas são melhores que os demais das outras seleções. Eu pessoalmente acho a geração de 1998 – 2002 melhor que essa. Aquela seleção tinha um Cafu (que ainda corria), Rivaldo, Ronaldo, Leonardo, Ronaldinho Gaúcho (que ainda jogava), etc.

O time do Dunga é curioso. Tem imensas dificuldades em enfrentas equipes pequenas que jogam retrancadas, mas, por outro lado, se dá bem contra grandes equipes. O Brasil de Dunga já surrou Argentina (três vezes), Itália e o Uruguai, fora de casa, coisa que não acontecia desde 1976. O time do Dunga é lento na saída de bola, joga sempre com dois volantes. Hoje são Gilberto Silva e Felipe Melo, mas já Josué, Mineiro e outros já jogaram ali. “Com a marcação recuada e os volantes enfiados na defesa, os 4 a 0 em Montevidéu não refletem a realidade do nosso futebol, das nossas reais possibilidades. É perfeitamente viável apresentar um jogo consistente com essa mesma equipe, desde que ela assuma outra postura, com equilíbrio, a palavrinha mágica na boca de 10 entre 10 treinadores”, escreveu Paulo Calçade, no Estadão. Assino embaixo.

Nossa seleção possui os jogadores e os ingredientes necessários para avançar sobre o campo inimigo, para pressionar e penetrar em defesas fechadas, controlar o jogo. Somos melhores e ponto. Assumir isso não é menosprezar ninguém. O que não pode é o Brasil tomar sufoco da Venezuela e do Equador, como aconteceu na rodada anterior a essa, com o Júlio César fechando o gol.

Dívida sem fim
Ainda faltam R$ 3,7 milhões para o Corinthians pagar o Nilmar. São R$ 2,9 milhões para o jogador e R$ 891 mil para o clube gaúcho. Esses valores fazem parte das dívidas renegociadas e parceladas pelo clube.

Na faixa, de Gaza
O Ministério das Relações Exteriores criou um departamento para utilizar o esporte como ferramenta na diplomacia do Brasil com outros países. A partida Corinthians x Flamengo, marcada para 28 de novembro, pelo Brasileiro, seria realizada na Palestina. Mas o acerto final foi fechado com um amistoso e não partida válida pelo Brasileirão. Será no final do ano, ainda sem data definida.

Torcida do peito
A torcida do Palmeiras é muito exigente. Mas muito mesmo, passa dos limites até. A torcida ovaciona e aplaude Obina, mas vaia Keirrison com 15 minutos de jogo. Sinceramente eu não entendo isso.


E não só a torcida que tem peito. A camisa nova quase rasgou.

Denílson, a maior farsa do futebol brasileiro
Acompanhem os fatos. Denílson é ate hoje a maior negociação do Brasil, o São Paulo o vendeu ao Bétis por US$ 32 milhões, em 1998. Foi comparado a Garrincha, Canhoteiro, Julinho Botelho. Logo em 2000, o Bétis foi rebaixado e Denílson era uma decepção. Foi emprestado ao Flamengo. Essa passagem pelo Flamengo foi tão apagada que ninguém se lembra.

Denílson retornou ao Bétis em 2001 e ficou lá até 2005, quando foi vendido ao Bordeaux depois de ter sido considerado a pior contratação da história do futebol espanhol. Atacante que fez 13 gols em 7 anos. Seu maior mérito na carreira foi o jogo contra a Turquia na Copa de 2002, quando entrou no segundo tempo para segurar a bola e protagonizou um lance antológico, com seis ou sete turcos correndo atrás dele. Esse lance também foi seu ápice na seleção, já que ele nunca foi titular absoluto e fez pouquíssimos gols, nove, apesar de ter participado de mais de 60 partidas.

Troféu que Denílson conquistou no campeonato espanhol.

Do Bordeaux, ele alternou momentos desempregado entre passagens por Al Nassr, Dallas, Palmeiras. Antes de desembarcar no Palestra Itália, Denílson foi recusado justamente no clube que o revelou, o São Paulo. O jogador não pôde nem se recuperar no famoso Reffis, um duro golpe. No Palmeiras ele até que fez algumas partidas boas, mas gerou problemas nos bastidores. Baladeiro famoso, Denílson também não se relacionava bem com o resto do elenco. Ele é tachado de mascarado e metido, tem poucos amigos. Para piorar sua carreira, diz que perdeu grande parte do seu dinheiro por ter acreditado em um ex-empresário. No início desse ano, a Portuguesa o recusou e Denílson, pasmem, foi para o Itumbiara, do Goiás. Não deu certo, de novo. Agora, sem clube no Brasil, ele parte pata o Xi Mang Hai Phong, do Vietnã.

Denílson tem 31 anos.

A grana
O gasto previsto para a Copa do Mundo acontecer no Brasil é R$ 9 bilhões.Só para recordar, as previsões do Pan do Rio de Janeiro, em 2007, eram em torno de R$ 400 milhões. Foram gastos mais de R$ 3,6 bilhões. Tudo dinheiro público. Enquanto isso, assitam o segundo capítulo da reportagem sobre Ricardo Teixeira, o dono da Copa.


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